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Os cegos e o elefante
POSTADO EM 11 DE JANEIRO DE 2010 POR DANIEL LOPES MACHADO

Há uma lenda indiana, contada em várias versões, sobre seis cegos e um elefante. Assim como tantas outras parábolas milenares, a lição moral permanece moderna. Pode ser interpretada e aplicada a diversos conceitos e situações atuais.

É uma verdadeira aula filosófica sobre a relação humana com o divino; ou, antagonicamente, com a produção de conhecimento: a epistemologia. Ao suportar algumas ciências aplicadas, como Gestão de Pessoas e de Requisitos de Software, define os conflitos de comunicação, uma vez que considera únicas as características de personalidade, experiências e perspectivas de cada um.

Seis homens, todos muito curiosos e dedicados, queriam ver o elefante. Desejavam observar e aprender. Como se pareceria, quais seriam o formato e o tamanho de tão rara criatura? Mas eram completamente cegos. Deveriam apenas tatear o animal, para depois defini-lo.
O primeiro aproximou-se e tocou a larga e dura barriga: `O elefante é muito parecido com uma parede!`
O segundo, ao sentir uma das presas de marfim, exclamou: `O elefante é muito parecido com uma lança!`
O terceiro, por acaso, chocou-se à tromba: `O elefante é muito parecido com uma cobra!`
O quarto abraçou uma das pernas: `O elefante é muito parecido com uma árvore!`
O quinto alcançou as orelhas: `O elefante é muito parecido com um leque!`
E o sexto, por sua vez, ao perceber o fino rabo, constatou: `O elefante é muito parecido com uma corda!`
Então argumentaram por horas, em vão. Ao mesmo tempo em que estavam todos parcialmente corretos, estavam também todos completamente errados.

Muitos relacionamentos falham ao confrontar opiniões. A distribuição de informações e a disseminação do conhecimento encontram um enorme obstáculo nas características e pontos de vista singulares dos humanos. Experiências pessoais têm peso maior, enquanto que as alheias tendem a valer menos, seja por arrogância ou confiança nos próprios sentidos.

Não é raro observar discussões em que os envolvidos têm a mesma conclusão a respeito de determinado assunto, porém nunca se entendem. Cada um descreve os eventos de maneira distinta, ao que o outro recusa-se a avaliar sob um ângulo diferente.

Assim é também o difícil trabalho de levantamento de requisitos de software. Um usuário pede uma parede; outro, uma lança; outro, uma cobra; outro, uma árvore; outro, um leque; e o último, uma corda. Cabe ao analista de sistemas identificar que o cliente, na verdade, precisa de um elefante.

Que, ao menos, não seja um elefante branco, pesado e lento.

DANIEL LOPES MACHADO
Sócio-fundador da Creaator Sistemas de Informação, formado em Ciência da Computação, MBA em Gestão de Projetos de Software, Certified ScrumMaster. Atua na especificação e implantação de sistemas de informação. Suporta a comunidade de software livre e as metodologias ágeis de desenvolvimento de projetos.
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